"O Fungo Come-Plástico: Uma Esperança Real na Guerra Contra a Poluição?"
- greencircleops
- 4 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

Nos últimos anos, o mundo tem se esforçado para encontrar soluções viáveis e sustentáveis para lidar com o crescente problema do lixo plástico. Com bilhões de toneladas de resíduos se acumulando em aterros sanitários e nos oceanos, uma notícia recente chamou a atenção da comunidade científica e ambiental: pesquisadores descobriram um fungo que tem a incrível capacidade de degradar o plástico rapidamente um avanço que, se confirmado e escalado, pode revolucionar o combate à poluição global.
O que é esse fungo "come-plástico"?
Cientistas do Instituto de Pesquisa Ambiental da Holanda (e de outros centros ao redor do mundo) identificaram um tipo de fungo do gênero Aspergillus e também da espécie Pestalotiopsis que pode sobreviver em ambientes com pouco oxigênio, alimentando-se exclusivamente de plástico como fonte de carbono.
O mais impressionante é que, ao contrário de métodos tradicionais de reciclagem que exigem alta energia e processos industriais, esse fungo atua em ambientes naturais e de maneira autônoma degradando plásticos como o poliuretano (presente em espumas, embalagens e roupas) em poucos dias ou semanas. Esses fungos produzem enzimas específicas capazes de quebrar as ligações químicas dos polímeros plásticos.
Esse processo, chamado de biodegradação enzimática, transforma o plástico em compostos mais simples, como água, dióxido de carbono e biomassa todos inofensivos ao meio ambiente. Alguns estudos revelam que, em condições laboratoriais controladas, o fungo pode degradar amostras de plástico em até 140 dias, o que é surpreendente considerando que o mesmo material pode levar mais de 400 anos para se decompor de forma natural. Embora os resultados sejam animadores, ainda é necessário muito estudo antes que esses fungos possam ser aplicados em larga escala. Questões como controle de crescimento fúngico, segurança ambiental, viabilidade econômica e impacto em ecossistemas precisam ser rigorosamente avaliadas.
Além disso, os testes ainda estão em sua maioria confinados a ambientes laboratoriais. A grande pergunta agora é: será possível criar biofábricas de fungos capazes de lidar com grandes volumes de lixo plástico sem causar outros danos ao meio ambiente? O que podemos fazer enquanto essa solução não chega?
Apesar das boas notícias, ainda não podemos depender do fungo como salvação imediata. O papel da sociedade e das empresas continua sendo essencial:
Reduzir o uso de plásticos descartáveis;
Investir em reciclagem de qualidade;
Consumir de forma mais consciente;
Apoiar iniciativas ambientais e empresas responsáveis.
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