Metas ESG Impactam Salários de Executivos na Maioria das Empresa.
- greencircleops
- 12 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

Mais de três em cada quatro companhias de capital aberto atrelam indicadores sustentáveis à remuneração da liderança. Metas de sustentabilidade já impactam o salário de executivos em 78% das empresas de capital aberto, segundo estudo da KPMG. A pesquisa, que analisou 375 companhias de 15 países, revela uma tendência crescente de atrelar objetivos ligados a mudanças climáticas e diversidade ao bônus e à participação nos lucros dos cargos de liderança.
Entre as empresas que adotam metas sustentáveis, 37% aplicam os critérios tanto para bônus de curto quanto de longo prazo; 23%, apenas no longo prazo; e 40%, no curto prazo. Segundo o relatório, 88% das companhias que adotam esse modelo alinham suas metas a temas ESG (ambientais sociais e de governança). Mais do que uma resposta à pressão social ou de mercado, a tendência reflete estratégias concretas de mitigação de riscos e geração de valor sustentável. “Se a empresa não atinge a meta como reduzir emissões de gases de efeito estufa nas operações ou junto aos fornecedores a remuneração variável do executivo é reduzida”, explica Nelmara Arbex, líder de ESG da KPMG nas Américas. “Isso também acontece nos casos de diversidade na alta gestão. Todos esses pontos são passíveis de serem atrelados à remuneração variável dos executivos.” Para garantir que essas metas não fiquem apenas no discurso, as empresas precisam estabelecer critérios claros e mensuráveis. “Tudo o que tem meta e forma de medir pode ser atrelado à remuneração variável.” Apesar de o Brasil não estar entre os países analisados pela KPMG, empresas brasileiras já adotam esse modelo há anos. A Natura, por exemplo, foi uma das pioneiras ao atrelar bônus ao cumprimento de metas ambientais e sociais e, desde 2022, passou a integrar esses critérios à sua estratégia de longo prazo.
Segundo Arbex, o que se vê no Brasil é um movimento crescente e cada vez mais robusto. “Todas as grandes empresas que têm metas sociais e ambientais específicas, em geral, também apresentam algum tipo de reflexo disso na remuneração dos líderes executivos.”
Na prática, isso significa que metas de redução de emissões, aumento da diversidade na liderança, economia circular e até mesmo o uso de matérias-primas sustentáveis vêm ganhando espaço nos pacotes de bônus e participação nos lucros.
Leia a matéria completa no site da Forbes
Analise Green Circle
Em nossa visão essas metas incentivam o avanço das praticas sustentáveis nas empresas, pois quase tudo que acompanhamos no mundo corporativo só muda quando mexe no bolso, alias no sentido pessoal também, o que vemos ao redor do planeta devia ser motivo suficiente ,mas não e assim que funciona na pratica, portanto é muito importante que empresas adotem medidas mais assertivas para a implementação correta do ESG. Não precisaria ser assim se todos fizessem sua parte pelo simples fato de que estamos matando o nosso planeta, mais como isso soa apocalíptico, algo ligado a crença, então nos da Green Circle pedimos a você caro leitor, que nos acompanhe sempre, para ficar antenado nas novidades, soluções e resultados das praticas ESG ao redor do mundo.
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