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Florestas e cidades é frente comum na luta pelo clima.

  • Foto do escritor: greencircleops
    greencircleops
  • 31 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

O destino das florestas e das cidades é inseparável: superar o abismo entre essas esferas é essencial para alcançar metas climáticas globais. Durante décadas, as florestas ocuparam um lugar privilegiado na diplomacia climática, celebradas como sumidouros de carbono indispensáveis. Por outro lado, as cidades responsáveis por cerca de 70% das emissões globais de gases de efeito estufa e mais de 75% do consumo de energia foram muitas vezes tratadas como pano de fundo nas principais negociações.


Essa divisão está ultrapassada. À medida que os líderes se preparam para a COP 30, em Belém, é preciso encarar uma realidade básica: o destino das florestas e das cidades é inseparável. Superar o abismo entre essas duas esferas é essencial para alcançar as metas climáticas globais. O principal instrumento de coordenação da ação climática internacional continua sendo a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), que criou o processo das Conferências das Partes (COP). Assinada em 1992 e endossada por 198 países, a UNFCCC exige que os países relatem emissões, estabeleçam metas e negociem ações coletivas. No entanto, as cidades foram historicamente marginalizadas desse espaço. Apenas recentemente passaram a obter reconhecimento formal, graças à atuação de redes urbanas como o C40, o ICLEI e o Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e a Energia. Bem menos conhecida nos círculos da diplomacia climática é a Nova Agenda Urbana (NAU), adotada em Quito durante a conferência Habitat III, em 2016. A NAU é um plano diretor para uma urbanização sustentável e positiva para a natureza, que propõe o desenvolvimento compacto, infraestrutura resiliente, moradia acessível e melhor governança local. No entanto, a NAU e a UNFCCC continuam operando em trilhas paralelas: uma engaja ministérios nacionais enquanto a outra mobiliza prefeitos e planejadores urbanos. Essa divisão institucional gera fragmentação de políticas e oportunidades perdidas para alinhar mitigação, adaptação e financiamento.


O desalinhamento entre natureza e cidades também reduziu o acesso a recursos financeiros. Atualmente, menos de 10% dos fundos climáticos multilaterais chegam diretamente aos governos locais, embora as cidades estejam cada vez mais expostas a ondas de calor, enchentes e poluição do ar. As jurisdições florestais tampouco estão em melhor situação. A conservação e a restauração recebem uma fração do financiamento destinado aos setores lucrativos da agricultura, extração de madeira e mineração. Tratar florestas e cidades como um único ecossistema sumidouros e emissores de carbono permitiria um financiamento mais coordenado, planejamento territorial mais coerente e monitoramento robusto das emissões ao longo das cadeias produtivas.


Analise Green Circle


Cidade e floresta não podem ser tratadas como assuntos diferentes, ambas precisam entrar no mesmo tema com relação à redução das emissões de gases de estufa e um melhor aproveitamento da cidade, utilizando o que nos foi dado de graça pela natureza, uma junção das duas, como dito acima facilitaria investimentos e monitoramento, melhorado a parte climática.

 
 
 

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