Crise de Hospedagem em Belém: ONU Pressiona por Soluções, mas Recusa Mudar Cidade-Sede da COP30.
- greencircleops
- 13 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

A realização da COP30 a 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudança Climática, marcada para acontecer entre 10 e 21 de novembro de 2025 enfrenta uma forte pressão internacional. Embora a cidade anfitriã tenha sido escolhida com peso simbólico e ambiental, agora está no centro da controvérsia devido à crise logística que ameaça sua viabilidade como sede do evento. A seleção de Belém, no Pará, como sede da COP30 surgiu da proposta do presidente Lula, apresentada ainda na COP27, e foi oficializada em janeiro de 2023 WikipediaWikipédiaFinancial Times.
A escolha visava dar visibilidade à Amazônia e aos desafios ambientais e sociais da região Financial TimesThe Times of India.
Nos meses que se seguiram, o governo investiu pesado em infraestrutura: revitalização urbana, construção do Parque da Cidade (com “blue zone” e “green zone”), modernização de mobilidade e transporte, além de iniciativas como navios-hotel, hostels em escolas e novos empreendimentos hoteleiros. Apesar dos investimentos, a capacidade hoteleira em Belém — estimada em cerca de 18 000 a 28 000 leitos — é insuficiente para atender os mais de 50 000 participantes esperados Climate Home NewsFinancial TimesReutersWikipedia. Com isso, os custos das hospedagens dispararam — entre 10 a 15 vezes acima do normal, com diárias chegando a US$ 700 ou mais portuguese.people.com.cnReuters+1AP NewsO Guardian.
Esse cenário gerou forte reação de países em desenvolvimento, especialmente do grupo de países africanos, que alertaram para a exclusão de delegações e a inviabilidade de participação. O "COP bureau" da ONU convocou reuniões de emergência para tratar da situação. Foram solicitadas soluções concretas com prazos até meados de agosto ReutersClimate Home News+1MegaWhat. Em paralelo, delegações de países em desenvolvimento formalmente pediram a transferência da COP30 para outra cidade caso os problemas persistissem. Apesar da pressão, o governo brasileiro descartou qualquer mudança de sede. O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, afirmou que o problema está nos preços, não na infraestrutura, e garantiu que há alojamento suficiente o que falta, segundo ele, é acessível. Como contramedida, o Brasil lançou uma plataforma oficial de hospedagem, sinalizou negociações com hotéis e proprietários, além de reservar acomodações mais acessíveis para países menos desenvolvidos embora muitos valores ainda superem as diárias-despesa da ONU (cerca de US$ 146/dia) .
A COP30 carrega um forte simbolismo ao colocar o coração da floresta amazônica como palco global para o debate climático. Contudo, a crise logística especialmente no que se refere a hospedagem ameaça sua representatividade e inclusão. O governo brasileiro tem até meados de agosto para apresentar soluções efetivas. Caso contrário, a falta de acesso real de delegações vulneráveis pode comprometer a legitimidade e o impacto da conferência.




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