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Catadores de Papelão e Resíduos: A Realidade de Quem Ajuda o Planeta e Sobrevive Deles

  • Foto do escritor: greencircleops
    greencircleops
  • 22 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Quando pensamos em reciclagem e sustentabilidade, muitas vezes lembramo-nos de empresas, legislações e metas de ESG. Porém, há um grupo essencial nessa cadeia que ainda vive à margem: os catadores de papelão, plásticos, metais e outros resíduos. Essas pessoas desempenham um papel crucial na redução do impacto ambiental, mas enfrentam uma dura realidade social e econômica. No Brasil, os catadores são responsáveis por coletar, separar e destinar resíduos recicláveis. Eles atuam tanto de forma individual quanto organizados em cooperativas, que vendem o material para empresas de reciclagem.


Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), mais de 90% de todo o material reciclável no país passa, de alguma forma, pelas mãos de catadores. Ou seja, mesmo em tempos de avanços tecnológicos, sem eles a logística reversa praticamente não funcionaria. A realidade, no entanto, é difícil. Muitos catadores ainda trabalham sem registro, sem direitos trabalhistas, sem acesso a equipamentos de proteção e com renda muito baixa.


  • Renda média mensal: varia entre R$ 500 e R$ 1.200, dependendo da quantidade de material coletado.

  • Jornada de trabalho: pode chegar a 12 horas por dia.

  • Equipamentos: carrinhos improvisados, sacos plásticos, luvas de baixa qualidade e, em muitos casos, nenhum equipamento de segurança.

  • Saúde: riscos constantes de cortes, infecções, problemas respiratórios e exposição a materiais tóxicos.


Apesar disso, muitos seguem no ofício por necessidade, já que a coleta de resíduos se tornou uma fonte de sustento para mais de 800 mil brasileiros, de acordo com dados da Associação Nacional dos Catadores (ANCAT). Com a crescente adoção de práticas de ESG (Environmental, Social and Governance) pelas empresas, seria natural imaginar que os catadores estariam em uma posição mais valorizada. No entanto, o cenário ainda é desigual.

Empresas que buscam certificações ambientais dependem da reciclagem, mas poucas investem diretamente na melhoria das condições de trabalho desses profissionais.


Apesar de iniciativas pontuais, a maioria dos catadores ainda atua sem vínculo formal e com renda instável. Por outro lado, com o aumento da demanda por embalagens sustentáveis e maior pressão para redução de resíduos, o mercado para materiais recicláveis cresceu. Isso faz com que, mesmo em meio a dificuldades, muitos catadores consigam garantir uma renda mínima especialmente àqueles que trabalham com papelão, alumínio e metais, que têm maior valor de revenda. Mesmo que seja por necessidade financeira, os catadores prestam um serviço essencial para o meio ambiente. Eles ajudam o planeta todos os dias e, por isso, merecem mais reconhecimento, investimento e políticas públicas que garantam dignidade, segurança e oportunidades.


Lembre-se: ao separar o seu lixo e dar destino correto aos resíduos, você também apoia o trabalho desses profissionais e contribui para um futuro mais sustentável.

 

 

 

 

 

 
 
 

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